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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Paes de Lira, apenas um Coronel.

Fui Oficial da PMDF e aprendi que os pilares do militarismo são a hierarquia e a disciplina. Verifiquei o apego à tradição e aos valores que forjam o pundonor militar. Talvez seja por isso que os militares não evoluiram tanto. Eles ficaram presos ao passado, deixando de abrir espaços para as novas descobertas de um tempo melhor e de maior longevidade.
Jairo Paes de Lira é apenas um Coronel porque pretende frear o avanço cultural. Ele está no Congresso Nacional ocupando temporariamente uma cadeira porque Clodovil morreu e cedeu seu lugar a ele. Porém, suas iniciativas são conservadoras e não ele consegue vislumbrar a posibilidade de serem formadas famílias homossexuais.[1]
No dia 16.6.2009, o Coronel, falando contra a marcha da maconha, disse ser absurdo altorizar tais atos no Brasil. Por outro lado, tenho um amigo que é Juiz de Direito, Carlos Frederico, o qual produziu excelente trabalho acadêmico aduzindo que a macha da maconha é significativo exemplo de resistência civil.
Entendo, assim como Durkheim expôs, que o Direito deve evitar apenas a anomia, ou seja, o excesso em qualidade ou quantidade de delitos. Também, vejo o delito como a violação à norma jurídica, podendo ter natureza civil, administrativa, criminal etc. Corolário é entender que a marcha da maconha representa uma essencial violação à norma para tornar possível a evolução social, não um ato que representa a anomia.
O casamento homossexual é um fato que tem status jurídico. Somente a cegueira proposital ao Direito pode lhe negar a natureza jurídica de Direito de Família. Não se pode pretender involuir para criar objeções à liberdade humana e entender que atos normais são graves e que merecem sanções rigorosas.
Não admito o terrorismo, o roubo a bancos com o emprego de arma de fogo etc. como manifestações legítimas do povo porque representam anomia. Por isso, não aceito a postura de alguns "rebeldes", revoltados de outrora, que estão no poder político do Brasil. Porém, atos típicos de resistência civil devem ser admitidos como úteis e necessários, razão de concordar com a realização de marchas que defendem fortes ideologias, tais quais a da maconha, a dos GLBT etc.
[1] Homomento: notícias e cultura LGBT sem apelação. O projeto inútil. Disponível em: <http://homomento.wordpress.com/2009/06/05/projeto-inutil-substituto-clodovi/>. Acesso em: 23.11.2009, às 13h15.

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