terça-feira, 29 de setembro de 2009

Não entendo o PT e o governo brasileiro (I)

Do livro Os Bestializados (o qual retrata o povo brasileiro assistindo bestializado a proclamação da república), podemos extrair que toda dominação depende de uma legitimação, ainda que seja a apatia do povo.

Pergunto-me: até quando assistiremos bestializados a intervenção brasileira em Honduras?


Ontem, com toda propriedade, iniciaram as críticas ao Brasil e aos que concorreram para a transformação da embaixada brasileira em palanque eleitoral de Zelaya. Também, é interessante notar que o governo provisório de Honduras fez uma indagação coerente ao Brasil: qual é a posição de Zelaya na embaixada do Brasil?

Sem resposta adequada, Lula optou por um estratagema indicado por Schopenhauer para vencer um debate sem precisar ter razão (não precisa ser sábio para utilizar tal estratagema, ele decorre do conhecimento vulgar e é utilizado até por crianças em desespero). Assim, simplesmente alega que não responde a um usurpador da democracia. O que o governo brasileiro precisa entender é que atentar contra a Constituição, por si só, é um ato antidemocrático e Zelaya fez isso, é o que concluiu a Suprema Corte hondurenha .

2 comentários:

Anônimo disse...

Robertson Alves de Mesquita escreveu, em mensagem que me enviou no dia 8.10.2009:

Acessei o blog ontem 07/10/09. Digitei à beça. No momento de enviar não consegui. Muito burocrático o protocolo para os comentários. tente comentar seu texto por experiência... Quando ao caso Zelaya, só para apimentar o debate, a regra de releição era a mesma ao tempo do FHC, na nossa quase virgem CF. Este grande articulador politico, por emenda (votos comprados, v.g. Ronivon/RO, renunciou para não ser cassado), com o sergio mota, privatizando as teles, tinha argumento "R$" para convencer nossos congressistas a aprovarem a releição. Nem por isto houve golpe de estado ou o STF enfrentou o debate. Honduras no panorama mundial não é nada. O EUA que sempre defende a democracia nos quatros cantos do planeta mudou seu intervencionismo a partir de "Obhrama". Hoje só no afeganistão e Iraque. Claro que não sei qual o pior, Golpista no poder ou um populista querendo perpetuar-se nele sob o argumento de respeitar o jogo democrárico (v.g. FHC quando aprovou a releição). A comunidade internacional está lixando-se para o problema hondurenho. O máximo será uma revolução civil que efeito nenhum provocará no mercado mundial. O unico consenso é o repúdio ao Golpe Militar. A lógica para quem não reconhece um governo ilegítimo é a retirada imediata do seu corpo diplomatico daquele pais. Porém, optaram por outra forma difrente de pressão(dedo do chaves). Cada povo tem o governo que merece ao seu tempo e sua hora. Vejo o problema mais como assunto interna corporis dos cidadãos hondurenhos, qualquer intromissão nos parece indevida Exemplo disto é o Haiti.. Seu texto traz uma dimensão mais direcionado ao seu inimigo público numero 1 LULA que eu não consigo enxergar a razão fundamental. Ainda bem que a dialética nos permite divergir no grau, no genero parecemos concordar. Se quiser postar no comentário do seu blog, fique a vontade. A Sílvia é que afirmou correr esta boato entre os procuradores.

Sidio Júnior disse...

Robertson,

No dia 10.10.2009 simplifiquei a postagem de comentários.

Esclareço que não inimigo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas senti pessoalmente atacado por ele quando, no Dia dos Professores, disse que não estou e agora ocupa a posição de Presidente da República.

A apologia à preguiça e à ignorância me atinge. Ele não gosta de relatórios densos e tem a cultura da ignorância. "Não saber de nada" lhe é conveniente e isso é o que repudio nele.

Quanto a Honduras, país sem expressão no cenário internacional, o que é inadmissível é o Chaves o colocar na Embaixada do Brasil e ficar por isso mesmo.

A diferença da nossa Constituição Federal para a hondurenha parece ser significativa porque aquela prevê sanções para quem atentar contra a proibição de reeleição.

Não sou partidário do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, nem gosto da reeleição. De qualquer modo, isso não torna Lula melhor.

Temos que parar de desgastar um opositor para tentarmos dizer que nossa tese é melhor do que a dele. No caso do Lula, suas posições são por mim criticadas, pouco interessando seu dia-dia pessoal.