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domingo, 30 de março de 2014

É necessário mudar a cultura, em relação aos usuários de drogas.

Em relação aos psicotrópicos, sou antiproibicionista, posição que deixo evidente no meu livro (Comentários à Lei Antidrogas: Lei n. 11.343, de 23.8.2006. São Paulo: Atlas, 2007).

Em Câncer, Saúde e Solidariedade (in: Câncer, Saúde e Solidariedade), há referência à minha posição e à incoerência da proibição da maconha, mesmo sendo livre a mercancia do álcool. Caso se pretenda proibir algum psicotrópico, que se proíba aquele que pode gerar mais dano à saúde pública.

Há um grupo de intelectuais que, por generosidade, me deixa participar de suas discussões virtuais (são todos docentes de locais distintos) e foi a iniciativa de um dos membros do grupo que provocou a publicação no Programa Fantástico, em 30.3.2014, acerca da utilização de canabinóides para a cura, inclusive com a concretização do tráfico por país de uma criança portadora de enfermidade grave.

Este um assunto que merece toda atenção e, principalmente, fomento à mudança de cultura, até porque os estudos evidenciam que o proibicionismo demanda muitos custos financeiros e não traz vantagens para a sociedade.

Não sou - e não pretendo ser - usuário de maconha, mas luto e continuarei lutando por uma mudança de perspectiva, esperando que - em breve - possamos ver um Brasil com menos Policiais e mais Professores, menos Agentes Penitenciários e mais Médicos, menos leis proibitivas e mais consciência de respeito individual e coletivo etc.

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