segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Ortodoxia: Capítulo 4: O Estandarte do Mundo

 

Ortodoxia: Capítulo 4: O Estandarte do Mundo[1]

Este é o quinto resumo do livro intitulado Ortodoxia, de 1908, cujo autor é Gilbert Keith Chesterton (1874-1936).[2][3][4][5] Volto a dizer o que consta dos outros textos, não busco ser pretencioso a ponto de pretender substituir o livro do autor, que é um clássico. Mas, ouso emitir opiniões pessoais, às vezes, discordando das posições do autor.

Chesterton inicia dizendo que quando criança ouvia dizer existentes humanos curiosos otimistas e pessimistas e que “...o otimista acreditava que este mundo era tão bom quanto poderia ser, enquanto o pessimista acreditava que era tão mau quanto poderia ser”.[6] Ele, então, faz um paradoxo para dizer que tais afirmações não podem subsistir porque o homem está na posição no mundo, antes de o próprio homem existir. E então vem a ideia do estandarte, historicamente utilizado pelos comandantes nas balhas militares de guerra, afirmando: “...Lutou pelo estandarte, e muitas vezes conquistou vitórias heroicas, antes de ter se alistado. Para resumir o assunto, ele é leal muito antes de qualquer admiração”.[7]

No Capítulo 3, primeiro resumo que postei, o autor – segundo ele mesmo – tentou demonstrar que o sentimento primário atrativo é maravilhosamente expresso nos contos de fadas. A aceitação do universo pelo autor não é otimismo, está mais próxima de patriotismo. É uma questão de lealdade primária. Não é a tristeza ou a alegria do mundo que nos leva a o amar. Argumentos otimistas e pessimistas são argumentos favoráveis para o patriota amar o seu país.[8]

Chesterton chama a atenção para um bairro de Londres – Pimlico, o qual, na sua época, parecia ser descuidado -para dizer que isso ocorria por falta de amor. Afirma que um homem que ama uma mulher lhe oferece adornos, “não para ocultar o que é horrível, mas para decorar o que já é adorável”. Logo em seguida, arremata: “Os povos primeiro cultuaram um lugar e depois conquistaram a glória para ele. Os homens não amaram Roma porque ela era grandiosa: ela se tornou grandiosa porque os homens a maram”.[9]

O autor diz que refutar o contrato social, como o fizeram os ingleses, é um erro. Porém, o erro do contrato social está em pressupor que a moral decorreu de um consenso consciente, por exemplo, não tente me matar e não tentarei te matar, visto que na verdade foi a partir da religião que a moral se construiu.  Os dez mandamentos são ordens eminentemente militares, que os levaram a proteger a arca de Deus e perceberem serem corajosos. Não cultivaram o asseio, tendo descoberto que purificar o santuário os fez sentirem limpos. A anarquia não tinha lugar porque ameaçava a santidade. Ao dedicarem um dia a Deus descobriram ter descoberto um feriado. Então, afirma que essa devoção primária é o que nos faz alcançar um ponto peculiar e, também, o único otimismo é apropriado é um tipo de patriotismo universal.[10]

Chesterton compara o amigo sincero ao antipatriota e ao pessimista porque ambos são, no fundo, insinceros. O antipatriota constrói argumentos para afastar pessoas do seu estandarte. Afirmar que o mal do pessimista é não possuir a lealdade primária e sobrenatural às coisas. Ele “Não limpará o mundo, mas encobrirá os seus erros”.[11]

O patriotismo é exaltado pelo autor, concluindo que quanto mais transcendental é o seu patriotismo, mais prática é a sua política”.[12][13] Então, Chesterton faz um paralelo com a lealdade feminina, aduzindo:

Certos imbecis espalharam a ideia de que o apoio incondicional da mulher ao marido significa que as mulheres são cegas e nada enxergam. Dificilmente conheceram alguma mulher. As mesmas mulheres que estão prontas para seus homens na alegria e na tristeza, em seu convívio pessoal são quase morbidamente lúcidas a respeito da vacuidade das suas desculpas e a dureza de suas cabeças.[14]

Devemos atualizar um pouco a situação social mundial e brasileira. Em países que consideramos desenvolvidos, essas distinções entre homem e mulher já não tem lugar. Nestas plagas tupiniquins, onde a civilização é tardia, ainda há muito a corrigir. Porém, falar em “apoio incondicional da mulher ao homem”, mesmo no Brasil, isso é um extremo que não se pode encontrar nos registros de estudos sociológicos atuais. Não me canso de citar Harari, o qual evidencia, desde o final de SAPIENS e em todo Homo Deus, que a sociedade do final do Século XX e do início do Século XXI está doente e a doença é mental.[15] Assim, talvez, algumas exceções de mulheres desequilibradas ainda permitam falar em “apoio incondicional”. Fora disso, a regra é o casamento fortalecer a sua natureza que é dada pelo Direito (natureza jurídica) de contrato sui generis, só sendo mantido pela vontade dos cônjuges.

O autor critica William Makeapeace Thackeray (1811-1863)[16] e Mathew Arnold (1822-1888),[17] escritores ingleses, no contexto da sua afirmação de que amor não é cego e sim obrigado e quanto mais obrigado, menos cego ele é. “Esta se tornou, ao menos, minha posição sobre tudo que era chamado otimismo, pessimismo e progresso. (...) Um homem deve se interessar pela vida, e só depois pode se desinteressar por suas visões sobre ela”.[18]

Chesterton afirma que desejamos e aspiramos realizações contraditórias. Ao mesmo que desejamos invadir um castelo de um ogro buscamos um casebre tranquilo para sossegar. E conclui que o otimista racional fracassa enquanto o otimista irracional tem êxito, visto que está pronto para esmagar todo universo para o seu próprio bem. Então, menciona Henrik Johan Ibisen (1828-1906)[19] para critica a proposta de seu tempo de ser o suicídio bom. Ele contextua com William Archer (1856-1924)[20] para afirmar a proposta deste de ser possível o bom suicídio por um centavo (um suicídio em uma máquina automática), enquanto para Chesterton, o suicídio não é apenas um pecado, é o pecado, inexistindo como falar em bom suicídio.[21][22] E o autor prossegue criticando o suicida e o suicídio, declarando expressamente ser ele o pior dos crimes.[23] Continuando a crítica ao suicida, o autor elogia a rispidez do cristianismo ao suicida, lembrando a “estaca na encruzilhada para demonstrar o que o Cristianismo pensava do suicida”.[24][25]

O autor muda o enfoque da discussão sustentando:

Tem emergido nas controvérsias modernas um hábito imbecil de dizer que este ou aquele credo apropriado a uma época não o pode ser para outra. Certo dogma, dizem-nos, foi verossímil no Século XII, mas não é mais no Século XX. (...) Aquilo que um homem pode acreditar depende de sua filosofia, e não do relógio ou do século.[26]

Chesterton critica os pensadores cristãos do seu tempo, dizendo que fizeram elogios insustentáveis ao Cristianismo, criando peculiaridade que este não tem: “...o mais notável no Cristianismo é ter sido a primeira religião a pregar o Cristianismo. Sua peculiaridade era ser peculiar, e a simplicidade e a sinceridade não peculiares, mas sim ideais óbvios para toda a humanidade”. Afirma que os últimos estóicos, exemplificando com Marco Aurélio (121-180),[27][28] ao exemplo da doutrina Quaker, creem na existência de uma Luz Interior.[29] Chesterton afirma que “De todas as religiões horríveis, a mais horrível é a do culto do deus interior. (...) o Cristianismo veio ao mundo para afirmar que um homem (...) [tem que] contemplar com entusiasmo e admiração um companheiro e um comandante divino (...) como um exército e o seu estandarte”.[30]

Rejeito toda proposição construída no sentido de nos tornarmos deuses ou semideuses. Há muito tempo que um livro teve muito espaço no Brasil, o qual tem por fundamento a ideia de que se alimentarmos o nosso subconsciente com bons pensamentos e positividade, poderemos alcançar quilo que desejamos.[31] Mais recentemente, essa versão veio como “poder da atração”, também insustentável.[32]

Chesterton continua criticando o estoicismo e sugere hipocrisia ao fazer uma relação dos estoicos com Juliano, o Apóstata (331-363).[33] Também, atribui aos últimos estoicos o pessimismo e reitera a afirmação de que Marco Aurélio o era, afirmando que eles buscavam resposta no mundo interior, enquanto o Cristianismo trouxe A Resposta, separando Deus e o cosmo. Esse é o postulado central do Cristianismo, para o qual Deus ao criar o mundo o libertou.[34]

A separação de Deus em relação ao mundo e ao homem continua sendo objeto da argumentação do autor. Ele aduz que o otimismo foi invertido e que o  Cristianismo o fez perceber o otimismo com uma simplicidade repentina. “...Mas todo o otimismo de nossa época era falso e desencorajador por tentar provar que nos encaixamos no mundo. O otimismo cristão se baseia no fato de que não nos encaixamos no mundo”.[35] E Chesterton conclui o capítulo afirmando que o Cristianismo supriu uma lacuna nele, permitindo sentir felicidade e ser otimista.



[1] Noutra tradução, “A Bandeira do Mundo”. CHESTERTON, Gilbert K. Ortodoxia. 2. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?id=aybgh8gvofUC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_atb#v=onepage&q&f=false>. Acesso em: 7.9.2026, às 9h20.

Ouso tomar partido, optando pela palavra estandarte, e, valendo-me da inteligência artificial do Google, apresento as principais diferenças que existem entre eles:

>> Bandeira: É um pedaço de pano (geralmente retangular ou quadrado) preso por um dos lados a uma haste ou mastro fixo, usado principalmente para representar nações, estados, províncias ou grandes territórios. [1]

>> Estandarte: É uma insígnia portátil, frequentemente associada à identidade de uma corporação, unidade militar, escola de samba, agremiação cultural (como blocos de maracatu) ou instituição religiosa. Ele costuma ser carregado manualmente em desfiles, procissões ou formaturas e pode conter formatos e ornamentos mais complexos ou diferenciados (como franjas e fitas).

Embora os dicionários apresentem as duas palavras como sinônimas, o estandarte tem uma significação de menor abrangência, sendo específica, não gozando do prestígio de constituir símbolo nacional ou estadual. Ademais, no contexto do capítulo, o símbolo se refere a um seguimento da população mundial, não à um Estado ou pessoa jurídica de Direito Público interno ou esterno. Também, o estandarte está sempre vinculado ao simbolismo militar de o carregarem durante o combate.

[2] MESQUITA JÚNIOR, Sidio Rosa de. Relativismo e determinismo em Chesterton e em mim. Publicado em: 27.8.2026. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/relativismo-e-determinismo-em.html>. Acesso em: 30.8.2026, às 0h31.

[3] MESQUITA JÚNIOR, Sidio Rosa de. Prefácio e introdução ao livro intitulado Ortodoxia. Publicado em: 30.8.2026. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/prefacio-e-introducao-ao-livro.html>. Acesso em: 30.8.2026, às 18h.

[4] MESQUITA JÚNIOR, Sidio Rosa de. Ortodoxia: Capítulo 1: O Lunático. Publicado em: 8.9.2026. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/09/ortodoxia-capitulo-1-o-lunatico.html>. Acesso em: 9.9.2026, às 19h17.

[5] MESQUITA JÚNIOR, Sidio Rosa de. Ortodoxia: Capítulo 2: O Suicídio do Pensamento. Publicado em: 24.9.2026. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/relativismo-e-determinismo-em.html>. Acesso em: 26.9.2026, às 11h25.

[6] CHESTERTON, G. K., Ortodoxia. 2. ed. Campinas: CEDET, 2018. p. 83.

[7] Ibidem. p. 84.

[8] Ibidem. p. 84-85.

[9] Ibidem. p. 85-86.

[10] Ibidem. p. 86.

[11] Ibidem. p. 87-88.

[12] Ibidem. p. 89.

[13] Tal discurso é atual, já o disse anteriormente neste trabalho de resumir o livro, até porque está havendo, em vários lugares do mundo, politização da religião, dando ensejo aos movimentos de vertente fascistas – que remontando a Ação Integralista Brasileira (AIB), de 7.10.1932 – propagam de forma extrema e intolerante o lema “Deus, Pátria e Família”.

[14] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 89-90.

[15] HARARI, Yuval Noah. Sapiens: uma breve história da humanidade. 24. Ed. Porto Alegre: l&PM, 2017; ______. Homo deus: uma breve história do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

[16] Thackeray foi um célebre escritor britânico. No seu livro intitulado a Feira das Vaidades ele trata da hipocrisia, da vaidade e da ambição material da sociedade inglesa do Século XIX. Faz uma crítica à aristocracia decante e à burguesia em ascensão, ambas obcecadas por status. O livro não tem herói porque ninguém é puramente bom. Tenta demonstrar que a busca social por riqueza e posição social é vazia e efêmera. Ele utiliza como base as Guerras Napoleônicas, com enfoque, no impacto egoísta e cotidiano das batalhas.

[17] Também britânico, Matteuw Arnold foi um poeta e crítico literário que defendeu a democratização da educação. Foi um moralista que defendeu a “crítica da vida” e a “alta seriedade”.

[18] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 90.

[19] O norueguês Ibisen foi um dos criadores do teatro realista moderno, foi poeta e diretor teatral, sendo considerado o “pai do drama em prosa” e um dos criadores do modernismo no teatro. Sua obra foi considerada escandalosa porque ele buscava analisar a realidade existente por trás convenções e costumes. Ele influenciou Bernard Shawe e outros. Ele travou uma luta contra as mentiras sociais e a hipocrisia do amor. Ele foi influenciado pelo filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard. Em sua obra Casa de Bonecas, fez críticas mordazes aos papéis conjugais aceitos por homens e mulheres que caracterizaram a sociedade da sua época. Também, na obra intitulada Espectros criticou a moralidade da sociedade, retratando a história de uma mulher que uma mulher confessa ao seu pastor ter escondido luxúrias do casamento para que ele fosse duradouro. Ocorre que havia promiscuidade e ela prosseguiu durante a vida de casada e, ainda, transmitiu sífilis ao seu filho, tudo visando a demonstrar como uma doença sexualmente transmissível pode envenenar toda família. E, na peça Um Inimigo do Povo Ibisen procura demonstrar que o indivíduo que está sozinho está mais certo do que a massa popular, dotada de carneiros ignorantes, criticando ao mesmo o conservadorismo e o liberalismo social da sua época. Ibsen publicou Rosmersholm, A Dama do Mar e Hedda Gabber, três peças, que discutem o papel da mulher na sociedade e leva o espectador a refletir sobre a própria existência da humanidade. Depois, escreveu O Pequeno Eyolf, no qual faz uma crítica o papel social da família do Século XiX

[20] Archer foi um escocês, crítico de teatro que, em 1906, publicou as obras completas de Ibsen em inglês. Logo após o surgimento da 1ª Guerra Mundial ele foi considerado o mais importante crítico de teatro de Londres.

[21] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 92.

[22] Diversamente de Chesterton, penso que a vida só se justificará enquanto houver dignidade. Como a dignidade é um conjunto de direitos e garantias fundamentais que permitem ao indivídio se firmar como uma pessoa capaz de exercer seus direitos e obrigações, defendo que em nome dessa dignidade, a pessoa possa escolher, inclusive, se pretende continuar vivendo ou morrer. Esclareça-se, no entanto, que não faço apologia ao suicídio, salvo no caso de existir grave moléstia que retire da pessoa a possibilidade de vida digna.

[23] No Brasil, suicidar-se não é crime. Participar do suicídio alheio poderá ser o crime de participação em suicídio (Código Penal, art. 122) ou, excepcionalmente, quando a pessoa tiver o dever de impedir o suicídio praticará homicídio (Código Penal, art. 121). Porém, caso uma pessoa, desejando a morte, se lance de um lugar alto e que fatalmente morreria, mas venha a cair em cima de uma carga macia de um caminhão que esteja passando embaixo e sobreviva com leves escoriações, não responderá por suicídio tentado.

[24] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 93.

[25] Da IA do Gooble extraio:

A relação da "estaca na encruzilhada" com o cristianismo vem de uma antiga tradição e prática jurídica da Idade Média, que posteriormente ganhou uma forte metáfora teológica através da literatura cristã.

Historicamente, durante séculos na Europa cristã, o suicídio era considerado um dos pecados mais graves, pois representava a recusa da vida (um dom divino) e o desespero absoluto (a negação da misericórdia de Deus). Por esse motivo, as leis canônicas e civis proibiam que os suicidas fossem enterrados no solo sagrado dos cemitérios.

Para evitar que seus fantasmas "assombrassem" os vivos (uma crença popular da época), eles eram enterrados em encruzilhadas de estradas, e uma estaca de madeira era fincada sobre o corpo para prendê-lo à terra. A escolha da encruzilhada também servia para que o sinal da cruz (formado pelo cruzamento das vias) protegesse os viajantes e dispersasse as energias negativas.

...Chesterton utiliza essa antiga prática para explicar como o cristianismo enxerga a vida humana e o pessimismo radical:

>> O Cristão vs. O Suicida: Chesterton argumenta que o cristianismo tolera o assassino ou o pecador comum porque, apesar do crime, eles ainda desejam ou valorizam algo no mundo. O suicida, porém, destrói o universo inteiro para si mesmo; ele comete um insulto definitivo contra a criação.

>> A Estaca como Símbolo: Chesterton escreve textualmente que "existe a estaca na encruzilhada para mostrar o que o cristianismo pensava do pessimista". Para ele, o ato violento de cravar a estaca na encruzilhada não era uma crueldade vazia, mas uma reação de horror enérgica da civilização cristã contra o pessimismo niilista que desiste da existência.

[26] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 94.

[27] O estoicismo é uma escola de filosofia que surgiu em Atenas, por obra de Zenão de Cítio (333-263 a.C.) por volta do ano 300 a.C., visando à atarixia (paz de espírito) e a virtude, para tanto, viver em harmonia com as leis da natureza e da razão universal (logos).

[28] Foi imperador romano de 161 a 180. Ele estudou filosofia e aderiu ao estoicismo. Ele escreveu Meditações, que uma das melhores fontes para compreender o estoicismo.

[29] Quaker (o que treme) tem origem em um insulto de um Juiz britânico, de 1650, no qual ironizou o tremor ou a forte emoção espiritual dos fiéis diante de Deus. A doutrina quaker (Sociedade Religiosa dos Amigos) é o movimento cristão protestante dos meados do Século XVII, focado na comunhão direta com Deus sem intermediários clericais. Afirma que há uma chispa divina em cada pessoa (Luz Interior), que serve como guia moral e espiritual direto, rejeitando padres, pastores pagos, sacramentos formais e liturgias fixas. Era pacifista e defendia a igualdade radical entre as pessoas. Também, tinha a opção pela simplicidade e integridade.

[30] CHESTERTON, G. K. Op. cit. p. 96-97.

[31] MURPHY, Joseph. O poder do subconsciente. 38. ed. Rio de Janeiro: Record, 1994.

[32] RHONDA, Byrne. O segredo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.

[33] Flávio Cláudio Juliano foi imperador romano por 20 meses apenas, de 361 a 363. Ele foi o último imperador romano pagão, razão de a igreja ter lhe dado o título de “O Apóstata”, quando o cristianismo já era aceito e incentivado desde Constantino I (272-337). Ele teve a pretensão de harmonizar a cultura e a justiça com os valores da antiga religião pagã do povo romano.

[34] CHESTERTON, G. K. Op. cit. p. 98-99.

[35] Ibidem. p. 102.