Ortodoxia:
Capítulo 4: O Estandarte do Mundo[1]
Este
é o quinto resumo do livro intitulado Ortodoxia, de 1908, cujo autor é Gilbert
Keith Chesterton (1874-1936).[2][3][4][5] Volto a dizer o que consta
dos outros textos, não busco ser pretencioso a ponto de pretender substituir o livro
do autor, que é um clássico. Mas, ouso emitir opiniões pessoais, às vezes,
discordando das posições do autor.
Chesterton
inicia dizendo que quando criança ouvia dizer existentes humanos curiosos
otimistas e pessimistas e que “...o otimista acreditava que este mundo era tão
bom quanto poderia ser, enquanto o pessimista acreditava que era tão mau quanto
poderia ser”.[6]
Ele, então, faz um paradoxo para dizer que tais afirmações não podem subsistir
porque o homem está na posição no mundo, antes de o próprio homem existir. E
então vem a ideia do estandarte, historicamente utilizado pelos comandantes nas
balhas militares de guerra, afirmando: “...Lutou pelo estandarte, e muitas
vezes conquistou vitórias heroicas, antes de ter se alistado. Para resumir o
assunto, ele é leal muito antes de qualquer admiração”.[7]
No
Capítulo 3, primeiro resumo que postei, o autor – segundo ele mesmo – tentou
demonstrar que o sentimento primário atrativo é maravilhosamente expresso nos
contos de fadas. A aceitação do universo pelo autor não é otimismo, está mais
próxima de patriotismo. É uma questão de lealdade primária. Não é a tristeza ou
a alegria do mundo que nos leva a o amar. Argumentos otimistas e pessimistas são
argumentos favoráveis para o patriota amar o seu país.[8]
Chesterton
chama a atenção para um bairro de Londres – Pimlico, o qual, na sua época,
parecia ser descuidado -para dizer que isso ocorria por falta de amor. Afirma que
um homem que ama uma mulher lhe oferece adornos, “não para ocultar o que é
horrível, mas para decorar o que já é adorável”. Logo em seguida, arremata: “Os
povos primeiro cultuaram um lugar e depois conquistaram a glória para ele. Os
homens não amaram Roma porque ela era grandiosa: ela se tornou grandiosa porque
os homens a maram”.[9]
O
autor diz que refutar o contrato social, como o fizeram os ingleses, é um erro.
Porém, o erro do contrato social está em pressupor que a moral decorreu de um
consenso consciente, por exemplo, não tente me matar e não tentarei te matar,
visto que na verdade foi a partir da religião que a moral se construiu. Os dez mandamentos são ordens eminentemente
militares, que os levaram a proteger a arca de Deus e perceberem serem
corajosos. Não cultivaram o asseio, tendo descoberto que purificar o santuário
os fez sentirem limpos. A anarquia não tinha lugar porque ameaçava a santidade.
Ao dedicarem um dia a Deus descobriram ter descoberto um feriado. Então, afirma
que essa devoção primária é o que nos faz alcançar um ponto peculiar e, também,
o único otimismo é apropriado é um tipo de patriotismo universal.[10]
Chesterton
compara o amigo sincero ao antipatriota e ao pessimista porque ambos são, no
fundo, insinceros. O antipatriota constrói argumentos para afastar pessoas do
seu estandarte. Afirmar que o mal do pessimista é não possuir a lealdade
primária e sobrenatural às coisas. Ele “Não limpará o mundo, mas encobrirá os
seus erros”.[11]
O
patriotismo é exaltado pelo autor, concluindo que quanto mais transcendental é o
seu patriotismo, mais prática é a sua política”.[12][13] Então, Chesterton faz um
paralelo com a lealdade feminina, aduzindo:
Certos imbecis espalharam
a ideia de que o apoio incondicional da mulher ao marido significa que as
mulheres são cegas e nada enxergam. Dificilmente conheceram alguma mulher. As
mesmas mulheres que estão prontas para seus homens na alegria e na tristeza, em
seu convívio pessoal são quase morbidamente lúcidas a respeito da vacuidade das
suas desculpas e a dureza de suas cabeças.[14]
Devemos
atualizar um pouco a situação social mundial e brasileira. Em países que
consideramos desenvolvidos, essas distinções entre homem e mulher já não tem
lugar. Nestas plagas tupiniquins, onde a civilização é tardia, ainda há muito a
corrigir. Porém, falar em “apoio incondicional da mulher ao homem”, mesmo no
Brasil, isso é um extremo que não se pode encontrar nos registros de estudos
sociológicos atuais. Não me canso de citar Harari, o qual evidencia, desde o
final de SAPIENS e em todo Homo Deus, que a sociedade do final do Século XX e
do início do Século XXI está doente e a doença é mental.[15] Assim, talvez, algumas
exceções de mulheres desequilibradas ainda permitam falar em “apoio
incondicional”. Fora disso, a regra é o casamento fortalecer a sua natureza que
é dada pelo Direito (natureza jurídica) de contrato sui generis, só
sendo mantido pela vontade dos cônjuges.
O
autor critica William Makeapeace Thackeray (1811-1863)[16] e Mathew Arnold (1822-1888),[17] escritores ingleses, no
contexto da sua afirmação de que amor não é cego e sim obrigado e quanto mais
obrigado, menos cego ele é. “Esta se tornou, ao menos, minha posição sobre tudo
que era chamado otimismo, pessimismo e progresso. (...) Um homem deve se interessar
pela vida, e só depois pode se desinteressar por suas visões sobre ela”.[18]
Chesterton
afirma que desejamos e aspiramos realizações contraditórias. Ao mesmo que
desejamos invadir um castelo de um ogro buscamos um casebre tranquilo para
sossegar. E conclui que o otimista racional fracassa enquanto o otimista
irracional tem êxito, visto que está pronto para esmagar todo universo para o
seu próprio bem. Então, menciona Henrik Johan Ibisen (1828-1906)[19] para critica a proposta
de seu tempo de ser o suicídio bom. Ele contextua com William Archer
(1856-1924)[20]
para afirmar a proposta deste de ser possível o bom suicídio por um centavo (um
suicídio em uma máquina automática), enquanto para Chesterton, o suicídio não é
apenas um pecado, é o pecado, inexistindo como falar em bom
suicídio.[21][22] E o autor prossegue
criticando o suicida e o suicídio, declarando expressamente ser ele o pior dos
crimes.[23] Continuando a crítica ao
suicida, o autor elogia a rispidez do cristianismo ao suicida, lembrando a “estaca
na encruzilhada para demonstrar o que o Cristianismo pensava do suicida”.[24][25]
O
autor muda o enfoque da discussão sustentando:
Tem emergido nas
controvérsias modernas um hábito imbecil de dizer que este ou aquele credo
apropriado a uma época não o pode ser para outra. Certo dogma, dizem-nos, foi verossímil
no Século XII, mas não é mais no Século XX. (...) Aquilo que um homem pode
acreditar depende de sua filosofia, e não do relógio ou do século.[26]
Chesterton
critica os pensadores cristãos do seu tempo, dizendo que fizeram elogios
insustentáveis ao Cristianismo, criando peculiaridade que este não tem: “...o
mais notável no Cristianismo é ter sido a primeira religião a pregar o
Cristianismo. Sua peculiaridade era ser peculiar, e a simplicidade e a
sinceridade não peculiares, mas sim ideais óbvios para toda a humanidade”. Afirma
que os últimos estóicos, exemplificando com Marco Aurélio (121-180),[27][28] ao exemplo da doutrina
Quaker, creem na existência de uma Luz Interior.[29] Chesterton afirma que “De
todas as religiões horríveis, a mais horrível é a do culto do deus interior.
(...) o Cristianismo veio ao mundo para afirmar que um homem (...) [tem que]
contemplar com entusiasmo e admiração um companheiro e um comandante divino
(...) como um exército e o seu estandarte”.[30]
Rejeito
toda proposição construída no sentido de nos tornarmos deuses ou semideuses. Há
muito tempo que um livro teve muito espaço no Brasil, o qual tem por fundamento
a ideia de que se alimentarmos o nosso subconsciente com bons pensamentos e positividade,
poderemos alcançar quilo que desejamos.[31] Mais recentemente, essa
versão veio como “poder da atração”, também insustentável.[32]
Chesterton
continua criticando o estoicismo e sugere hipocrisia ao fazer uma relação dos
estoicos com Juliano, o Apóstata (331-363).[33] Também, atribui aos
últimos estoicos o pessimismo e reitera a afirmação de que Marco Aurélio o era,
afirmando que eles buscavam resposta no mundo interior, enquanto o Cristianismo
trouxe A Resposta, separando Deus e o cosmo. Esse é o postulado central do Cristianismo,
para o qual Deus ao criar o mundo o libertou.[34]
A
separação de Deus em relação ao mundo e ao homem continua sendo objeto da
argumentação do autor. Ele aduz que o otimismo foi invertido e que o Cristianismo o fez perceber o otimismo com
uma simplicidade repentina. “...Mas todo o otimismo de nossa época era falso e
desencorajador por tentar provar que nos encaixamos no mundo. O otimismo
cristão se baseia no fato de que não nos encaixamos no mundo”.[35] E Chesterton conclui o
capítulo afirmando que o Cristianismo supriu uma lacuna nele, permitindo sentir
felicidade e ser otimista.
[1] Noutra tradução, “A
Bandeira do Mundo”. CHESTERTON, Gilbert K. Ortodoxia. 2. ed. São Paulo: Mundo
Cristão, 2012. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?id=aybgh8gvofUC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_atb#v=onepage&q&f=false>.
Acesso em: 7.9.2026, às 9h20.
Ouso tomar partido,
optando pela palavra estandarte, e, valendo-me da inteligência artificial do
Google, apresento as principais diferenças que existem entre eles:
>> Bandeira: É um pedaço de pano
(geralmente retangular ou quadrado) preso por um dos lados a uma haste ou
mastro fixo, usado principalmente para representar nações, estados,
províncias ou grandes territórios. [1]
>> Estandarte: É uma insígnia
portátil, frequentemente associada à identidade de uma corporação, unidade
militar, escola de samba, agremiação cultural (como blocos de maracatu) ou
instituição religiosa. Ele costuma ser carregado manualmente em desfiles,
procissões ou formaturas e pode conter formatos e ornamentos mais complexos ou
diferenciados (como franjas e fitas).
Embora os dicionários
apresentem as duas palavras como sinônimas, o estandarte tem uma significação
de menor abrangência, sendo específica, não gozando do prestígio de constituir símbolo
nacional ou estadual. Ademais, no contexto do capítulo, o símbolo se refere a
um seguimento da população mundial, não à um Estado ou pessoa jurídica de
Direito Público interno ou esterno. Também, o estandarte está sempre vinculado
ao simbolismo militar de o carregarem durante o combate.
[2] MESQUITA JÚNIOR,
Sidio Rosa de. Relativismo e determinismo em Chesterton e em mim. Publicado em:
27.8.2026. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/relativismo-e-determinismo-em.html>.
Acesso em: 30.8.2026, às 0h31.
[3] MESQUITA JÚNIOR,
Sidio Rosa de. Prefácio e introdução ao livro intitulado Ortodoxia. Publicado
em: 30.8.2026. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/prefacio-e-introducao-ao-livro.html>.
Acesso em: 30.8.2026, às 18h.
[4] MESQUITA JÚNIOR,
Sidio Rosa de. Ortodoxia: Capítulo 1: O Lunático. Publicado em: 8.9.2026.
Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/09/ortodoxia-capitulo-1-o-lunatico.html>.
Acesso em: 9.9.2026, às 19h17.
[5] MESQUITA JÚNIOR,
Sidio Rosa de. Ortodoxia: Capítulo 2: O Suicídio do Pensamento. Publicado em: 24.9.2026.
Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/relativismo-e-determinismo-em.html>. Acesso em: 26.9.2026,
às 11h25.
[6] CHESTERTON, G. K., Ortodoxia. 2. ed. Campinas: CEDET,
2018. p. 83.
[7] Ibidem. p.
84.
[8] Ibidem. p.
84-85.
[9] Ibidem. p.
85-86.
[10] Ibidem. p.
86.
[11] Ibidem. p. 87-88.
[12] Ibidem. p. 89.
[13] Tal discurso é atual,
já o disse anteriormente neste trabalho de resumir o livro, até porque está
havendo, em vários lugares do mundo, politização da religião, dando ensejo aos
movimentos de vertente fascistas – que remontando a Ação Integralista
Brasileira (AIB), de 7.10.1932 – propagam de forma extrema e intolerante o lema
“Deus, Pátria e Família”.
[14] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 89-90.
[15] HARARI, Yuval Noah. Sapiens: uma breve história da humanidade. 24. Ed. Porto Alegre:
l&PM, 2017; ______. Homo deus:
uma breve história do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
[16] Thackeray foi um
célebre escritor britânico. No seu livro intitulado a Feira das Vaidades ele
trata da hipocrisia, da vaidade e da ambição material da sociedade inglesa do
Século XIX. Faz uma crítica à aristocracia decante e à burguesia em ascensão,
ambas obcecadas por status. O livro não tem herói porque ninguém é
puramente bom. Tenta demonstrar que a busca social por riqueza e posição social
é vazia e efêmera. Ele utiliza como base as Guerras Napoleônicas, com enfoque,
no impacto egoísta e cotidiano das batalhas.
[17] Também britânico,
Matteuw Arnold foi um poeta e crítico literário que defendeu a democratização
da educação. Foi um moralista que defendeu a “crítica da vida” e a “alta
seriedade”.
[18] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 90.
[19] O norueguês Ibisen foi
um dos criadores do teatro realista moderno, foi poeta e diretor teatral, sendo
considerado o “pai do drama em prosa” e um dos criadores do modernismo no
teatro. Sua obra foi considerada escandalosa porque ele buscava analisar a
realidade existente por trás convenções e costumes. Ele influenciou Bernard
Shawe e outros. Ele travou uma luta contra as mentiras sociais e a hipocrisia
do amor. Ele foi influenciado pelo filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard. Em
sua obra Casa de Bonecas, fez críticas mordazes aos papéis conjugais aceitos
por homens e mulheres que caracterizaram a sociedade da sua época. Também, na
obra intitulada Espectros criticou a moralidade da sociedade, retratando a história
de uma mulher que uma mulher confessa ao seu pastor ter escondido luxúrias do
casamento para que ele fosse duradouro. Ocorre que havia promiscuidade e ela
prosseguiu durante a vida de casada e, ainda, transmitiu sífilis ao seu filho,
tudo visando a demonstrar como uma doença sexualmente transmissível pode
envenenar toda família. E, na peça Um Inimigo do Povo Ibisen procura demonstrar
que o indivíduo que está sozinho está mais certo do que a massa popular, dotada
de carneiros ignorantes, criticando ao mesmo o conservadorismo e o liberalismo
social da sua época. Ibsen publicou Rosmersholm, A Dama do Mar e Hedda Gabber,
três peças, que discutem o papel da mulher na sociedade e leva o espectador a
refletir sobre a própria existência da humanidade. Depois, escreveu O Pequeno
Eyolf, no qual faz uma crítica o papel social da família do Século XiX
[20] Archer foi um
escocês, crítico de teatro que, em 1906, publicou as obras completas de Ibsen
em inglês. Logo após o surgimento da 1ª Guerra Mundial ele foi considerado o
mais importante crítico de teatro de Londres.
[21] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 92.
[22] Diversamente de Chesterton, penso que a vida só se justificará
enquanto houver dignidade. Como a dignidade é um conjunto de direitos e
garantias fundamentais que permitem ao indivídio se firmar como uma pessoa
capaz de exercer seus direitos e obrigações, defendo que em nome dessa
dignidade, a pessoa possa escolher, inclusive, se pretende continuar vivendo ou
morrer. Esclareça-se, no entanto, que não faço apologia ao suicídio, salvo no
caso de existir grave moléstia que retire da pessoa a possibilidade de vida
digna.
[23] No Brasil, suicidar-se
não é crime. Participar do suicídio alheio poderá ser o crime de
participação em suicídio (Código Penal, art. 122) ou, excepcionalmente, quando
a pessoa tiver o dever de impedir o suicídio praticará homicídio (Código Penal,
art. 121). Porém, caso uma pessoa, desejando a morte, se lance de um lugar alto
e que fatalmente morreria, mas venha a cair em cima de uma carga macia de um
caminhão que esteja passando embaixo e sobreviva com leves escoriações, não
responderá por suicídio tentado.
[24] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 93.
[25] Da IA do Gooble
extraio:
A relação da "estaca na
encruzilhada" com o cristianismo vem de uma antiga tradição e prática
jurídica da Idade Média, que posteriormente ganhou uma forte metáfora teológica
através da literatura cristã.
Historicamente, durante séculos na Europa
cristã, o suicídio era considerado um dos pecados mais graves, pois
representava a recusa da vida (um dom divino) e o desespero absoluto (a negação
da misericórdia de Deus). Por esse motivo, as leis canônicas e civis proibiam
que os suicidas fossem enterrados no solo sagrado dos cemitérios.
Para evitar que seus fantasmas
"assombrassem" os vivos (uma crença popular da época), eles eram
enterrados em encruzilhadas de estradas, e uma estaca de madeira era
fincada sobre o corpo para prendê-lo à terra. A escolha da encruzilhada
também servia para que o sinal da cruz (formado pelo cruzamento das vias)
protegesse os viajantes e dispersasse as energias negativas.
...Chesterton utiliza essa antiga
prática para explicar como o cristianismo enxerga a vida humana e o pessimismo
radical:
>> O Cristão vs. O Suicida:
Chesterton argumenta que o cristianismo tolera o assassino ou o pecador comum
porque, apesar do crime, eles ainda desejam ou valorizam algo no mundo. O
suicida, porém, destrói o universo inteiro para si mesmo; ele comete um insulto
definitivo contra a criação.
>> A Estaca como Símbolo:
Chesterton escreve textualmente que "existe a estaca na encruzilhada
para mostrar o que o cristianismo pensava do pessimista". Para ele, o
ato violento de cravar a estaca na encruzilhada não era uma crueldade vazia,
mas uma reação de horror enérgica da civilização cristã contra o pessimismo
niilista que desiste da existência.
[26] CHESTERTON, G. K., Op. cit. p. 94.
[27] O estoicismo é uma escola de filosofia que surgiu em
Atenas, por obra de Zenão de Cítio (333-263 a.C.) por volta do ano 300 a.C.,
visando à atarixia (paz de espírito) e a virtude, para tanto, viver em harmonia
com as leis da natureza e da razão universal (logos).
[28] Foi imperador romano de 161 a 180. Ele estudou
filosofia e aderiu ao estoicismo. Ele escreveu Meditações, que uma das melhores
fontes para compreender o estoicismo.
[29] Quaker (o que treme) tem origem em um insulto
de um Juiz britânico, de 1650, no qual ironizou o tremor ou a forte emoção espiritual
dos fiéis diante de Deus. A doutrina quaker (Sociedade Religiosa dos Amigos) é
o movimento cristão protestante dos meados do Século XVII, focado na comunhão
direta com Deus sem intermediários clericais. Afirma que há uma chispa divina
em cada pessoa (Luz Interior), que serve como guia moral e espiritual direto,
rejeitando padres, pastores pagos, sacramentos formais e liturgias fixas. Era
pacifista e defendia a igualdade radical entre as pessoas. Também, tinha a
opção pela simplicidade e integridade.
[30] CHESTERTON, G. K. Op. cit. p. 96-97.
[31] MURPHY, Joseph. O
poder do subconsciente. 38. ed. Rio de Janeiro: Record, 1994.
[32] RHONDA, Byrne. O segredo.
Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.
[33] Flávio Cláudio
Juliano foi imperador romano por 20 meses apenas, de 361 a 363. Ele foi o
último imperador romano pagão, razão de a igreja ter lhe dado o título de “O
Apóstata”, quando o cristianismo já era aceito e incentivado desde Constantino
I (272-337). Ele teve a pretensão de harmonizar a cultura e a justiça com os
valores da antiga religião pagã do povo romano.
[34] CHESTERTON, G. K. Op. cit. p. 98-99.
[35] Ibidem. p. 102.