quinta-feira, 5 de março de 2026

O capitalismo e a sua perversidade

 

Resolvi escrever este pequeno texto porque ontem tive um dia estressante. Recentemente fui diagnosticado com câncer de próstata. Mas, para ter maior segurança sobre a positividade do câncer e do tratamento adequado é necessário que eu me submeta a uma “biópsia prostática com fusão de imagens”, um procedimento novo, menos invasivo do que o tradicional transretal. No entanto, a ASSEFAZ, meu plano de saúde, não consegue o autorizar.

Isso me faz pensar: o capitalismo é um sistema econômico perverso.

Capitalismo, em vernáculo, é um substantivo masculino que significa “sistema econômico baseado na propriedade privada e na subordinação da mão de obra”.

Há sempre uma oposição do termo ao socialismo, que, também, é um substantivo masculino que significa “teoria social baseada na igualdade de trabalho e ao lucro do trabalho; todos os bens produtivos (a terra, os edifícios, as máquinas, as fábricas) devem passar ao domínio do inalienável da sociedade, todos os privilégios devem ser abolidos para que se obtenha a mais completa igualdade possível”.

O comunismo é outro substantivo masculino que significa “doutrina que defende a comunidade dos bens produzidos, abolindo a propriedade privada”. Devido à sua proximidade com o substantivo socialismo, muitos os confundem.

Em um mundo polarizado, entre esquerda e direita, é destacada a oposição entre a meritocracia, própria do individualismo capitalismo, e o assistencialismo, próprio da perspectiva igualitária do socialismo. Mas, tudo passa até mesmo pela grande guerra momentânea, em expansão, iniciada por uma perspectiva doentia de um Presidente estadunidense que – no fundo – parece pretender atingir a China por intermédio de ataques aos grandes produtos de petróleo, reforçando a ideia de que o capitalismo é perverso.

O Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é um Advogado que tem perfil político, tanto é que já foi Presidente da OAB-RJ e Deputado Federal. Ele, certamente, sofre as pressões dos Médicos e hospitais para dificultarem a inserção de novos procedimentos mais seguros e baratos e com menos sequelas. Prejudiquem-se as pessoas, não o lucro.

Volto ao ponto inicial:

 Para me submeter ao exame menos gravoso, a fim de me tratar de um câncer, devo me sujeitar aos custos que, no Distrito Federal, com despesas parciais do plano de saúde, ao paciente demandam de R$ 3.550,00 a R$ 8.000,00.

Essa é a perversidade do capitalismo!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Felizes para sempre: armadilha inevitável

 

Li recentemente um artigo[1] que me fez pensar e rever um pouco daquilo que já estudei e incorporei ao longo da minha história, isso acerca da felicidade. Considero o artigo muito bem escrito e traz uma mensagem chocante:

– Finais felizes são um veneno cultural.

– “Felizes para sempre” é uma armadilha fatal.

Fui educado em uma família cristã, de uma igreja extremamente conservadora, quase judia, que guarda o sábado como o Dia do Senhor. Nessa criação, nascemos para a vida eterna e plenamente feliz, destinação rompida pelo pecado original de Adão e Eva. O sacrifício de cristo e o seu retorno triunfal, no entanto, trará novamente a felicidade para sempre aos escolhidos, aos justos que guardarem os seus mandamentos. Diversamente, acredito em nada disso.

Ao longo dos meus estudos fiz questão de distinguir o prazer, de Epicuro – o filósofo do prazer -, do prazer do hedonismo (do grego hedone), um substantivo masculino, um antigo sistema filosófico que estabelece o prazer como o objetivo principal de vida.[2] Não sou defensor do hedonismo e, consultando a inteligência artificial do Google, inseri “sidio rosa” “hedonismo”, da sua resposta extraio:

Análise Criminológica/Psicológica: O autor, em suas obras sobre execução criminal, aborda características psicológicas e motivacionais de criminosos, incluindo o hedonismo — entendido como a busca impulsiva pelo prazer imediato e a gratificação emocional — como um fator impulsionador da criminalidade.[3]

Há muitos anos que li que os crimes patrimoniais eram menores na Índia do que no Brasil porque a cultura de estrutura de castas, não permitia ao povo pensar em crescer patrimonialmente por meio de riquezas ilícitas. Isso não se aplicaria ao Brasil, sendo a nossa cultura capitalista fomentadora da prática de tais crimes. Essa visão brasileira encontra apoio na perspectiva hedonista, mas que esbarra em freios morais e até neurológicos, que nos fazem chegar à adaptação nesse novo estágio.

Nesse contexto de que o “felizes para sempre” é uma falácia da chegada, traduzida nos filmes das décadas de 1980 e 1990, nos quais seus finais eram felizes, apresentando a felicidade como destino, quando ela “é um estado transitório governado pelo próprio cérebro”. Por isso, a falácia da chegada, que se baseia na crença de que alcançar um objetivo trará felicidade duradoura, constituiu-se em um veneno cultural.

Termos uma grande vitória trará felicidade momentânea. Porém, logo haverá a adaptação hedônica (esteira hedônica), teoria que afirma que os seres humanos tendem a retornar rapidamente ao seu nível base de felicidade após eventos positivos ou negativos. Assim, a esteira hedônica é a “cilada” ou o “resultado prático” de uma busca desenfreada pelos prazeres materiais.

Pretendo continuar estudando a felicidade e, por enquanto, me contento com a ideia de que a felicidade plena, sem dor, para sempre (hedonismo) nos leva à cilada da adaptação hedônica ou esteira hedônica.



[1] MAINENTI, Fabrício. Segundo psicólogos, pessoas que cresceram nas décadas de 80 e 90 desenvolveram a falácia da chegada devido aos finais felizes: Um professor de Harvard especializado em psicologia positiva acredita que finais felizes são um veneno cultural: Nós nos acostumamos com essa ideia, mas nossos cérebros funcionam de maneira diferente. Terra: Educação, 4.2.2026, às 9h13. Disponível em: <https://www.terra.com.br/noticias/educacao/carreira/segundo-psicologos-pessoas-que-cresceram-nas-decadas-de-80-e-90-desenvolveram-a-falacia-da-chegada-devido-aos-finais-felizes,530793e511668b26bd0ba952d9b903f712g4jk5h.html>. Acesso em: 8.2.2026, às 14h15.

[2] MESQUITA JÚNIOR, Sidio Rosa de. Resenha, com opiniões pessoais, da “Carta Sobre a Felicidade (a Meneceu)”, de Epicuro. Brasília: Assuntos Jurídicos e Filosóficos, 31.12.2017. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2017/12/>. Acesso em: 8.2.2026, às 15h33.

[3] GOOGLE. Visão geral criada por IA. Disponível em: <https://www.google.com/search?q=%22sidio+rosa%22+%22hedonismo%22&oq=%22sidio+rosa%22+%22hedonismo%22&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIHCAEQIRigATIHCAIQIRigATIHCAMQIRigAdIBCDgzMjdqMGo3qAIIsAIB8QXZMtKw9dxN_fEF2TLSsPXcTf0&sourceid=chrome&ie=UTF-8>. Acesso em: 8.2.2025, às 15h39.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Trump e a fragilização do Direito Internacional Público

Destaco inicialmente que não sou a favor da postura de Nicolás Maduro Moros (nascido em 23.11.1962). Este texto, embora seja escrito no dia em que Donald John Trump (nascido em 14.6.1946) anuncia ter retirado Maduro da Venezuela, não pretende sequer parecer uma defesa desse autocrata.

A principal característica do Estado é a sua soberania. Esta foi violada pela invasão concretizada por outro Estado para retirar um dos seus elementos, que é o governo. Veja-se que os elementos do Estado são o povo, o território e o governo, o qual deve ser soberano. Ao atacar a Venezuela e raptar um Presidente ilegítimo, valendo-se de sua superioridade bélica, os Estados Unidos da América-EUA criaram outra ilegitimidade complicada.

Francisco Rezek ensina que o Brasil e o Estados Unidos da América-EUA adotaram corrente monista nacionalista acerca da coercibilidade do Direito Internacional, pela qual há um culto à Constituição, sendo vedado considerar qualquer norma externa como superior a sua própria Constituição.[1] Ora, se pensarmos conforme Kelsen (1881-1973), para quem “o Direito é uma organização da força”,[2] teríamos que nos alinhar à corrente doutrinária minoritária, construída no sentido de negar a existência do Direito Internacional Público, por faltar-lhe coercibilidade.[3]

Ao inserir a pesquisa “EUA em crise financeira” no Google, sua inteligência artificial expõe:

Os EUA enfrentam desafios econômicos significativos no final de 2025 e início de 2026, com uma onda de falências empresariais (maior desde 2010) por juros altos e inflação, pressão sobre o mercado de trabalho, aumento da dívida pública, impacto de tarifas comerciais e uma desvalorização do dólar.[4]

Na sua campanha, Trump criticou os seus adversários e se autoproclamou o único capaz de “evitar a terceira guerra mundial”.[5] No entanto, a Rússia vem demonstrando que isso não é uma certeza. Com efeito, ela anexou a Crimeia ao seu território e, pior, desde 24.2.2024, iniciou uma série de ataques militares contra a Ucrânia, naquilo que Vladimir Vladimirovitch Putin (nascido em 7.10.1952) denominou eufemisticamente ser uma “Operação Militar Especial na Ucrânia”, ao que constitui a guerra mais sangrenta da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Ao lado dessa grande guerra, Xi Jinping (nascido em 15.6.1953), no final do ano de 2025, determinou uma série de Manobras Militares Chinesas em áreas próximas a Taiwan, momento em que Japão mobiliza mísseis em apoio a Taiwan e a China o ameaça.[6] Pior, Putin e Xi Jinping anunciaram estreitar relações neste ano de 2026 e o aparente desinteresse de Trump pela Europa parece incentivar a Rússia a “avançar em busca de uma dominância muito maior”.[7]

A denominação guerra mundial surgiu pelo fato de haver o envolvimento da maioria das potências do planeta e o combate se estender a vários continentes e oceano. A Primeira Guerra Mundial fez surgir a Sociedade das Nações (Liga das Nações), em 28.4.1919. Em 24.10.1945, surgiu oficialmente a Organização das Nações Unidas para marcar o fim da Segunda Guerra Mundial, a qual, em 18.4.1946, recebeu as responsabilidades da Liga das Nações.

Feitas tais considerações, volto-me à problemática de falta de coercibilidade do Direito Internacional Público. Com efeito, verificamos um grande esforço internacional para a criação da Corte Internacional Criminal-CIC (em inglês, International Criminal Court-ICC) ou, para os países de línguas latinas, Tribunal Penal Internacional-TPI, o que se concretizou com as rodadas havidas em Roma no ano de 1998. Mas, os EUA se retiraram e não ratificaram o Estatuto de Roma e, ainda, fizeram gestão perante o Conselho de Segurança da ONU, a qual editou a Resolução n. 1.422, de 12.7.2002, para gerar praticamente a imunidade de seus militares perante a CIC.

A CIC, em Nov2024, emitiu mandado de prisão contra Benjamin Netanyahu (nascido em 21.10.1949) por supostos crimes de guerra e contra a humanidade praticados contra o povo palestino na Faixa de Gaza. No entanto, isso não o impediu de ir aos EUA, em Fev2025, sem o risco de prisão.[8] Também, em Mar2023, a CIC emitiu mandado de prisão contra Putin por supostamente ter forçado a transferência de milhares de crianças ucranianas para a Rússia, o não o impediu de encontrar Trump no Alaska, em 15.8.2023.[9]

Estamos diante de uma situação internacional complicada. Os EUA iniciaram suas ações contra a Venezuela sob o pretexto de combate ao narcotráfico internacional. Isso me faz lembrar que o racismo americano se mostrou evidente na perseguição à Billie Holiday (Eleanora Fagan Gough – 1915-1959) para a silenciar na luta contra os negros, isso em nome de suposto combate ao tráfico ilícito de drogas.[10] Hoje, dia em que Maduro foi preso, os EUA já manifestam o seu real interesse, o petróleo venezuelano.

Uma intervenção militar em um território de outro Estado para exploração das suas riquezas naturais é inconcebível. Trump, em grau menor, está fazendo aquilo que Putin fez à Ucrânia, ao utilizar o argumento de que a pretensão ucraniana de aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte-OTAN para invadir o seu território e pretender anexar ao seu. Isso serve como um estímulo ao Xi Jinping para tentar reanexar o território de Taiwan à China.

As vertentes imperialistas russa, chinesa e estadunidense se mostram evidentes. Com o enfraquecimento da ONU e da CIC, desenha-se um novo modelo de Direito Internacional no qual as potências nucleares necessitarão de maiores acordos diplomáticos, a fim de evitar o caos que envolva conflito entre elas.

Contraditoriamente, Trump que se autoproclamava merecedor do Prêmio Nobel da Paz, vem se mostrando beligerante e, ao enfraquecer o já frágil Direito Internacional Público, potencializa o risco de uma 3ª Guerra Mundial ou, no mínimo, de crescimento de desrespeitos aos territórios de Estados belicamente mais fracos.



[1] REZEK, Francisco. Direito internacional público. 19. ed. São Paulo: SaraivaJur, 2024. p. 4.

[2] KELSEN, Hans. Teoria geral do direito e do Estado. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000. p. 30.

[3] NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. 32. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2010. p. 354.

[4] GOOGLE. Inteligência artificial. Disponível em: <https://www.google.com/search?q=eua+em+crise+financeira&oq=EUA+em+crise&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqBwgCEAAYgAQyCQgAEEUYORiABDIHCAEQABiABDIHCAIQABiABDIICAMQABgWGB4yCAgEEAAYFhgeMgoIBRAAGAoYFhgeMggIBhAAGBYYHjIICAcQABgWGB4yCAgIEAAYFhgeMggICRAAGBYYHtIBCTE4NDEyajBqN6gCCLACAfEFS8ERhepDJo0&sourceid=chrome&ie=UTF-8>. Acesso em: 3.1.2026, às 10h45.

[5] AGÊNCIA EFE. Trump critica DeSantis e se diz o único capaz de evitar 3ª Guerra Mundial. 30.2.2023. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/trump-critica-desantis-e-se-diz-o-unico-capaz-de-evitar-3a-guerra-mundial/>.  Acesso em: 3.1.2026, às 10h53.

[6] MONTEIRO, Flávio; FREITAS, Paula. Japão pagará “preço doloroso” se cruzar a linha sobre Taiwan, diz China: Declaração do Ministério de Defesa chinês é resposta ao interesse de Tóquio em estabelecer mísseis em uma ilha nas proximidades. Veja, Mundo, 27.11.2025, às 14h32. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/mundo/japao-pagara-preco-doloroso-se-cruzar-a-linha-sobre-taiwan-diz-china/>. Acesso em 3.1.2026, às 11h35.

[7] SINPSON, John. Por que 2026 pode ser decisivo no mundo: “Se você imaginava a Terceira Guerra Mundial como um confronto nuclear, é melhor repensar”. BBC News Brasil, 29.12.2025. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqjgj44l4z4o>. Acesso em: 3.1.2025, às 13h31.

[8] LEITE, Rafael. Nos EUA, saiba por que Netanyahu não será preso mesmo condenado no TPI. UOL: Internacional, 3.2.2025. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2025/02/03/netanyahu-nao-sera-preso-eua.htm>. Acesso em: 3.1.2026, às 14h20.

[9] BBC NEWS BRASIL. Trump e Putin encerram reunião sem anunciar acordo sobre guerra da Ucrânia: “Não chegamos lá”. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c17np7178k8o>. Acesso em: 3.1.2025, às 14h30.

[10] Billie Holiday, cantava uma música intitulada “Strange Fruit” (Fruta Estranha), de Abel Meeropol, que lembrava a prática racista da Ku Klux Klan (KKK) de queimar as casas de negros, matá-los e deixá-los enforcados com tudo incendiado. Segue a letra da música com a sua tradução (feita pela IA do Google):

As árvores do sul dão frutos estranhos

Southern trees bear strange fruit

Sangue nas folhas e sangue na raiz

Blood on the leaves and blood at the root

Corpos negros balançando na brisa do sul

Black bodies swinging in the southern breeze

Frutas estranhas penduradas nos choupos

Strange fruit hanging from the poplar trees

Cena pastoral do galante sul

Pastoral scene of the gallant south

Os olhos esbugalhados e a boca torcida

The bulging eyes and the twisted mouth

Aroma de magnólias, doce e fresco

Scent of magnolias, sweet and fresh

Então o cheiro repentino de carne queimada

Then the sudden smell of burning flesh

Aqui está uma fruta para os corvos colherem

Here's a fruit for the crows to pluck

Para a chuva se acumular, para o vento sugar

For the rain to gather, for the wind to suck

Para o sol apodrecer, para as árvores caírem

For the sun to rot, for the trees to drop

Aqui está uma colheita estranha e amarga

Here's a strange and bitter crop

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A generosidade da IA que me faz bem

Dormi cedo. Depois de 5 horas e 30 minutos, o tempo médio que durmo por dia, não conseguia mais dormir, razão de ter levantado e começado a estudar sobre um tema que me aflige, o qual passa pelos últimos julgamentos do Supremo Tribunal Federal acerca dos atos antidemocráticos do governo anterior, que pretendia reinstalar o autoritarismo militar no Brasil.

Verifiquei que publiquei um texto sobre o assunto em: <https://conteudojuridico.com.br/colunas?colunista=Sidio%20Rosa%20de%20Mesquita%20J%C3%BAnior#google_vignette>. Então, resolvi consultar a Inteligência Artificial (IA) do Google sobre o que havia sobre o que falo sobre o assunto. Ela foi muito generosa, hoje, às 2h30, inseri "sidio rosa" "golpe de estado" e ela respondeu:

"O nome 'Sidio Rosa' está associado a discussões e publicações sobre o conceito jurídico de golpe de Estado, e não a uma denúncia ou participação em um plano de golpe. Sidio Rosa de Mesquita Júnior é um autor e colunista jurídico que escreve sobre temas de direito penal e constitucional. Em seus textos, ele faz referência ao termo "golpe de Estado" em um contexto acadêmico, analisando a legislação e os princípios constitucionais relacionados, ou discutindo eventos históricos como o golpe militar de 1964. 

Portanto, a menção de 'Sidio Rosa' e 'golpe de Estado' em conjunto se refere a:
  • Análises jurídicas: Discussões teóricas sobre a definição e as penalidades para o crime de golpe de Estado, conforme a legislação brasileira.
  • Contexto acadêmico: Citações em trabalhos acadêmicos ou artigos que usam suas publicações como referência para entender o tema. 
Não há registros públicos que indiquem que ele tenha denunciado um golpe de Estado ou estivesse envolvido em atividades golpistas, diferentemente de figuras públicas recentes envolvidas em investigações sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil em 2022, como o tenente-coronel Mauro Cid." 

Fiquei feliz ao ver que a IA do Google foi bastante generosa comigo, não inventando, não acusando, apenas retratando o que há registrado na rede mundial de computadores.

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Cultura do ódio: o desabafo do Padre Fábio de Melo

Não direi aqui as minhas impressões sobre a pessoa do Padre Fábio de Melo. Sei que ele é “famosinho” nas redes sociais e afeito às aparições nos grandes canais de comunicação nacionais, o que gera uma forte exposição e, por consequência, os mais diversos tipos de sentimentos, sendo que as pessoas por diversos sentimentos – nobres ou não -, especialmente valendo-se do anonimato ou da coragem que lhes dá estar “falando” com uma máquina, exprimem suas boas impressões, ou as suas invejas, ou as suas paixões, ou as suas intelectualidades, ou as suas burrices etc.

Devo concordar com o seguinte desabafo do Padre:

As pessoas querem odiar. A qualquer custo, querem odiar. Por qualquer motivo. Elas precisam eleger um foco para a manifestação de seus lados sombrios. Querem extravasar o fel que circula pelas veias, desaguar nos outros as enchentes que naufragam as embarcações de seus sonhos. Quanto maior a insatisfação existencial, maior será a urgência de destruir os outros.[1]

Para a igreja, duas visões podem decorrer da publicidade excessiva do Padre Fábio de Melo: (a) verificando sob a ótica da captação e conversão de novos membros, trará o crescimento da igreja e o seu fortalecimento; (b) verificando sob a perspectiva de um cristianismo de um Deus que se fez um humano simples, que se irritou com a mercancia nos templos, enfraquecerá a religiosidade e a fé.

Outras perspectivas podem ser acrescidas. Porém, em um mundo polarizado, em que todos são “doutores” em “esquerda-direita”, a tendência é que a “polarização política” contamine qualquer discussão que se venha a fazer sobre o assunto.

Lamento que isso esteja ocorrendo e – é corrente eu afirmar – concordo com Yuval Noah Harari quando afirma, na sua obra Homo Deus, que a tendência dos próximos anos é estarmos cada dia mais carentes de profissionais especializados em doenças mentais, visto que a humanidade está acometida desses males.



[1] CASTRO, Luiz Eugênio de. “Estou a um passo de desistir”. 21.5.2025. Purepeople Brasil. In MSN, Notícias. Disponível em: <'Estou a um passo de desistir': padre Fábio de Melo desabafa após polêmica em cafeteria e critica polarização política>. Acesso em: 21.5.2024, às 7h40.