Lula está bem orientado ao pedir apuração. Errado está o STF ao admitir que regras ditatoriais tornem o caminho da campanha bolsonarista.
A unanimidade é o melhor caminho!
Lula está bem orientado ao pedir apuração. Errado está o STF ao admitir que regras ditatoriais tornem o caminho da campanha bolsonarista.
A unanimidade é o melhor caminho!
A Ministra do STF Cármen Lúcia Antunes Rocha é cria do Partido dos Trabalhadores-PT, lutou pela democracia e se alinha ao Kassio Nunes Marques e André Mendonça para desacreditar o próprio STF, embora pedindo desculpas ao povo. Isso é uma vergonha!
Carmem Lúcia ingressou no STF por força de Lula, agora cede à campanha bolsonarista. Um julgamento essencialmente político, que evidencia o desejo estadunidense de que Flávio Bolsonaro seja eleito, ela afirmou publicamente conforme afirmou a CNN Brasil:
Cármen lamenta “descrença” e defende imposição de “busca do acerto”
Ela pretende ser candidata na próxima legislatura?
Não confio nela, enquanto atual Ministra oriunda do PT, agora atuando a favor do bolsonarismo!
A crise atual do Supremo Tribunal Federal-STF se agrava com, talvez, a falta de liderança do seu Presidente e a falta de técnica ao estabelecer o procedimento do julgamento. Sem tomar parte, afirmo que o Min. Flávio Dino tem razão em muitos dos seus questionamentos. Pior, como será resolvido o empate se dois Ministros estão em confronto e a legislação criminal estabelece que o empate obriga firmar a posição mais favorável ao réu/investigado/interessado, especialmente quando um defende o fracionamento da investigação e o outro quer a investigação conjunta dos fatos?
A qual interessado estamos nos referindo, A ou B?
Devo destacar que a colidência, em matéria criminal, a nenhum aproveita, visto que um fará prova contra o outro. Em processos criminais, depois de mais de 30 anos de experiência posso afirmar: OPITAR PELA COLIDÊNCIA É UM ERRO PROCESSUAL GRAVE!
Resolvi
escrever este texto porque estou bem melhor do que ontem, visto que encontrei um Médico
que não cobrou “por fora” para fazer uma cirurgia. Depois que fiz colonoscopia
tive certeza, não absoluta, de que estava com câncer. Daí, fiz ressonância
magnética e a verossimilhança do câncer aumentou. Depois, fiz biópsia
(procedimento cirúrgico) e a certeza ganhou o seu lugar. A seguir fiz
prostatectomia radical robótica, a qual, dentre outras causas (idade, bucho
flácido etc.), gerou hérnia inguinal bilateral. Tentei tratamento, mas os
médicos que “aceitam o plano” COBRAM POR FORA.
Fiquei
triste em ver o domínio do capitalismo incontrolável. No entanto, boas pessoas
devem ser mencionadas, razão de mencionar algumas por – eu mesmo – as
considerar boas. Outras não terão seus nomes mencionados porque o interesse
econômico gera dúvidas sobre eventual bondade.
Feita
a presente introdução factual, darei forma ao meu inconformismo, deixando claro
que não quero prejudicar nenhum profissional. Porém, a economia não pode ser
reitora da nossa vontade.
1.
Um Plano de saúde digno
Nenhum
plano de saúde digno de respeito precisa se humilhar a uma classe. Os preços
devem ser dignos. Porém, nenhum plano de seguro de saúde pode se sujeitar à
vontade de uma categoria que apenas quer se dar bem.
O
Médico atende ao plano de saúde para eventual cirurgia e cobra valores por
fora. Por que está no plano de Saúde?
A
resposta plausível é a de que o profissional quer apenas captar potencial
clientela, até porque quem paga um seguro de saúde particular caríssimo é
potencialmente uma pessoa que pode arcar com os custos da cirurgia.
Pago,
mais de R$ 8.500,00 (eu, mulher e filho) mensais para ter que “pagar por fora”?
O
plano de saúde não é indigno. Indigno é o Médico por captar cliente criticando
o plano de saúde ao qual aderiu.
2.
Estar doente
A
doença pode ser física ou mental. A mental, no meu caso, é de nascença, visto
que sempre quis ser GRANDE, acho que me curei porque o que desejo é ser
IMPORTANTE para um círculo pequeno de pessoas (família e amigos – é meio
redundante porque na família tenho os maiores amigos). Mas, o câncer nos muda,
sem muita importância para a história do mundo, apenas para a individual.
Expus
no início ter uma doença. Desejo muito ser feliz. Na medida do possível, o sou.
Mas, com Yuval Noah Harari, em Homo Deus, digo ser impossível a felicidade
plena por todo o tempo de nossa vida, até porque só podemos ter parâmetros para
a felicidade a partir do seu oposto, a tristeza.
O
doente deseja cura. No Brasil, sou um felizardo, posso realizar cirurgias
eletivas em curto prazo, o que me entristece é ver pessoas precisando de
cirurgias urgentes e de emergência sendo negligenciadas.
No
meu caso, a minha Cardiologista, Paula Fernanda Freitas Lima, com propriedade,
meio em tom de bronca, disse:
– Não
pague “por fora, você já paga muito para o plano de saúde!”.
A
advertência foi importante. Procurei o meu Oncologista, Anderson Arantes
Silvestrini, pessoa que já cuidou da minha mulher e outras pessoas da família,
o qual me recomendou Sérgio Tamura, esse não cobra por fora. Então,
rapidamente, iniciei o procedimento para a nova cirurgia.
3.
Para não concluir
Não
estou concluindo porque estou doente. Não fiz a cirurgia da hérnia e devo fazer
uma de catarata senão ficarei cego. Pior, a “idosidade” (completei 60 anos em
14.8.2026) chegou com força: câncer de próstata antecipado, hérnia inguinal
bilateral e catarata.
Sou
doutor em Direito e não gosto de assim ser denominado nas relações cotidianas
porque é um título acadêmico, reservado à academia. Médicos em regra, não são
doutores, insistindo em assim serem chamados. Na prática, “doutor” é o barbeiro-cirurgião,
aquele que efetivamente desenvolveu as cirurgias, ao exemplo de Ambroise Paré
(1510-1590)
Tinha
que mencionar o problema porque tenho um forte conflito com a ideia política do
momento que é bipolar (esquerda-direita), sem ninguém se preocupar com o que
efetivamente afeta o indivíduo, o centro de quaisquer núcleos sociais.
Ortodoxia:
Capítulo 1: O Lunático[1]
Estou
escrevendo resumos do livro Ortodoxia, de 1908, cujo autor é Gilbert Keith
Chesterton (1874-1936). Iniciei pelo Capítulo 3 da obra[2] e depois resumi o prefácio
e a introdução.[3]
Agora seguirei a ordem do livro com os títulos que o autor deu aos capítulos.
Pretendo permitir uma leitura célere do conteúdo do livro para aqueles mais
apressados, sem dispensar a leitura do texto integral, até porque o autor é
muito bom.
Corrobora
Thomas Samuel Kuhn (1922-1996) ao argumento da importância da leitura do livro
ao demonstrar que nenhuma teoria permanece como paradigma por muitos anos sem
uma base sólida que a sustente. É o que se pode dizer do clássico livro
Ortodoxia.
O
primeiro capítulo do livro inicia com a grande questão:
– Os
homens que efetivamente acreditam que vencerão na vida são lunáticos e estão em
manicômios?
O
autor afirma que a resposta é verdadeira.[4] Então, questionado sobre o
fato de não ter um homem que acreditar em si mesmo, em quem deveria acreditar,
Chesterton afirmou que escreveria um livro sobre isso.[5] Daí o Ortodoxia.
No
livro, acredita-se que a ciência e a religião partem de fatos. Porém, “Alguns
novos teólogos questionam o pecado original, que é a única parte da teologia
cristã que pode ser realmente provada”.[6][7] Para Chesterton é correto
afirmar:
Os maiores santos e
céticos sempre tomaram o mal positivo como ponto de partida de seus argumentos.
Se é verdade (como certamente o é) que um homem pode sentir uma felicidade
requintada em esfolar um gato, então o filósofo religioso só pode chegar a duas
deduções: negar a existência de Deus, como fazem todos os ateus; ou negar a
união plena entre Deus e o homem, como fazem todos os cristãos. O novo teólogo
aparentemente pensa que negar o gato esfolado é uma solução altamente
racionalista.[8]
Chesterton
cita R. J. Campbell para sustentar que há uma corrente cristã que nega o pecado
humano.[9][10] E, de uma forma ímpar,
ironicamente, faz a afirmação transcrita, que uma inferência lógica maluca que
considerou presente no seu tempo.
De
forma eloquente, o autor faz o paradoxo entre a loucura (do manicômio) e a
negação do pecado para afirmar aquilo que é inegável na atualidade: os
pensamentos modernos tendem levar o homem à loucura.[11][12]
Sem
mencionar Erasmo de Roterdã, Chesterton critica aqueles que elogiam a loucura.
Com todo respeito que tenho ao autor, peço licença para discordar porque já
escrevi maravilhado pela leitura de Elogio da Loucura.[13] A seguir, o autor defende
a imaginação, afirmando que ela não gera loucura, quem a causa é a lógica e o
racionalismo.[14]
O
autor nega a hipótese de serem os lunáticos autores de ações sem causas. Afirma
que as pessoas conscientes são as que mais praticam atos incausados, por
exemplo, assobiar enquanto caminha, chutar o próprio calcanhar etc. “É o homem
feliz que faz coisas sem sentido; o fraco é doente demais para o ócio”.[15] E continua: “...De fato,
o dito comum sobre a insanidade é enganador: o louco não é o homem que perdeu
sua razão, mas sim aquele que perdeu tudo exceto a razão”.[16]
Chesterton
menciona William Cowper (1731-1800), um poeta e musicista deprimido que
encontrou refúgio na fé cristã. Aduz que Cowper foi condenado por João Calvino
(1509-1564).[17]
Segundo o autor, John Gilpin[18] quase o salvou.[19] Mais adiante, nesse
contexto de rejeição ao livre-arbítrio, afirma:
...Nem a ciência
moderna nem a religião antiga acreditam na completa liberdade do pensamento. A
teologia rejeita certos pensamentos como blasfemos. A ciência rejeita certos
pensamentos como mórbidos. Por exemplo, algumas sociedades religiosas
moderadamente desencorajam os homens a pensar sobre o sexo.[20]
Nessa
linha, o autor afirma que a ciência moderna é contra tratar de assuntos
mórbidos, como a morte, embora ela seja um fato inevitável. Chesterton, também,
afirma ser difícil ao maníaco conseguir se salvar porque isso só é possível
pela vontade e pela fé.[21] Aduz que os “doutores”
(provavelmente fazendo referência aos Médicos) e os psicólogos são intolerantes
com os lunáticos, assim como o foi intolerante Maria, a Sanguinária.[22][23]
O
autor prossegue na sua relação entre os cientistas da sua época e os lunáticos,
tentando demonstrar que a loucura está mais visível nos primeiros. Então,
avança para o materialismo, dizendo que ele tem uma “simplicidade louca”,[24] Ele evolui criticando a
visão simplista dos materialistas. Também, qualquer filosofia materialista é
mais limitadora do que qualquer religião,[25] equiparando os
materialistas aos loucos por não terem dúvidas.[26]
Ao
final do capítulo o autor discorre sobre a distinção e aproximação entre o
materialista e o lunático, expondo haver maior grau de sensibilidade nesse
último, até porque nele há imaginação livre, enquanto o materialista é
determinista. E encerra o capítulo afirmando: “...a lua é completamente
razoável: é a mãe de todos os lunáticos e lhes deu seu nome”.[27]
[1] Noutra tradução, “O
Maníaco”. CHESTERTON, Gilbert K. Ortodoxia. 2. ed. São Paulo: Mundo Cristão,
2012. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?id=aybgh8gvofUC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_atb#v=onepage&q&f=false>.
Acesso em: 7.9.2026, às 9h20.
[2] MESQUITA JÚNIOR,
Sidio Rosa de. Relativismo e determinismo em Chesterton e em mim. Disponível
em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/relativismo-e-determinismo-em.html>.
Acesso em: 30.8.2026, às 0h31.
[3] MESQUITA JÚNIOR,
Sidio Rosa de. Prefácio e introdução ao livro intitulado Ortodoxia. Disponível
em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/prefacio-e-introducao-ao-livro.html>.
Acesso em: 30.8.2026, às 18h.
[4] CHESTERTON, G. K., Ortodoxia.
2. ed. Campinas: CEDET, 2018. p. 15-16.
[5] Ibidem. p. 16.
[6] Ibidem. p. 17.
[7] Sem fé, a criação e
o pecado original estão longe de qualquer prova. Parece-me que o autor invoca a
própria fé para tal afirmação.
[8] CHESTERTON, G. K., Ortodoxia... Op. cit. p. 17.
[9] CHESTERTON, Gilbert K. Ortodoxia. 2. ed. São Paulo: Mundo
Cristão, 2012. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?id=aybgh8gvofUC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_atb#v=onepage&q&f=false>.
Acesso em: 7.9.2026, às 9h20.
[10] Reginald John Campbell (1867-1958) foi um popular
reverendo anglicano da Inglaterra, um dos expoentes da “Nova Teologia”, de
1907. Consultei a Inteligência Artificial do Google e ela corretamente
sintetizou:
O termo "Nova Teologia" associado ao
ano de 1907 refere-se a dois fatos históricos muito importantes, um no
mundo protestante britânico e outro no mundo católico romano.
O que cada um deles preconiza depende de qual cenário
estamos olhando:
Em 1907, o pastor congregacionalista britânico Reginald
John Campbell publicou o famoso livro chamado The New Theology (A
Nova Teologia). Esse movimento tentava adaptar a fé cristã às descobertas
da ciência da época (como a evolução de Darwin) e à filosofia moderna.
Esse pensamento defendia que:
>> Deus está em tudo (Imanência Divina):
Deus não é um ser distante sentado em um trono no céu. Ele está expressando a
si mesmo dentro do universo e dentro de cada ser humano.
>> A humanidade é uma só com Deus: Jesus
Cristo não veio para pagar uma dívida de sangue pelo pecado, mas sim para
mostrar o exemplo perfeito de como a nossa alma está ligada ao Criador.
>> O "Pecado" é o egoísmo: O
pecado não é uma mancha herdada de Adão, mas sim o ato de o homem colocar a si
mesmo acima do bem comum e da união com o resto do mundo.
>> Foco no progresso social: A igreja
deveria focar em melhorar a vida das pessoas no presente (justiça social), e
não apenas em salvá-las para o pós-morte.
No mesmo ano de 1907, o Papa São Pio X publicou
uma famosa carta oficial chamada Encíclica Pascendi Dominici Gregis.
Nela, o Vaticano usou termos parecidos para condenar e proibir o que chamou de
"Modernismo".
Os críticos católicos tradicionais diziam que essa
mentalidade (que mais tarde, nos anos 1940, ganhou força com o nome de Nouvelle
Théologie ou "Nova Teologia") trazia grandes erros. De acordo com
a visão do Vaticano em 1907, o que se combatia nessas ideias era:
>> Relativismo na Verdade: A ideia de que
as verdades religiosas mudam e evoluem com o passar do tempo de acordo com a
cultura.
>> Subjetivismo: A crença de que a fé
nasce de um sentimento ou de uma necessidade interna do coração humano, e não
de fatos reais históricos revelados por Deus.
>> Desprezo pela Tradição: O costume de
deixar de lado a filosofia tradicional da Igreja (como os ensinos de Santo
Tomás de Aquino) para seguir filósofos modernos.
[11] Ibidem. p. 18.
[12] Posso estar errado.
Sei que Harrari errou em parte. Mas, na parte em que ele afirmou que o homem
está doente e a sua doença é mental, disso não discordo. Só não vejo isso como
um problema da ciência, talvez seja mais da economia e da comunicação, as quais
geram desejo incontrolável pelo poder: financeiro, projeção social, político
etc.
[13] MESQUITA JÚNIOR,
Sidio Rosa de. Machismo puro
sangue: a minha percepção da obra elogio da loucura, de Erasmo de Rotterdam,
nos anos de 2017 a 2020. E a felicidade? pode ser conquistada? Publicação: 19.9.2021. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/search?q=Elogio+da+loucura>.
Acesso em: 4.9.2026, às 20h11.
[14] CHESTERTON, G. K., Ortodoxia...
Op. cit. p. 20.
[15] CHESTERTON, G. K., Ortodoxia... Op. cit. p. 22.
[16] Ibidem. p. 23.
[17] Embora Jehan Calvin
(João Calvino) tenha antecedido Cowper, o seu determinismo marcante (o homem
não tem liberdade de escolha – livre-arbítrio – e sim Deus é quem escolhe os
homens que serão salvos e aqueles que não se desviarem dos seus mandamentos
jamais perderão a salvação eterna) é contrário à ideia de liberdade de Cowper
ter se curado da sua depressão ao escolher o cristianismo. Essa é a minha
interpretação da suposta condenação feita por João Calvino.
[18] Johan Gilpen parece ser uma pessoa real de nome
Bayer. Mas, foi um personagem da famosa balada de Cowper intitulada The
Diverting History of John Gilpin.
[19] CHESTERTON, G. K., Ortodoxia... Op. cit. p. 20.
[20] Ibidem. p. 25.
[21] Ibidem. p. 26.
[22] Ibidem.
[23] Maria I da
Inglaterra (Maria Tudor – 1516-1558) foi a primeira a reinar o país por direito
próprio, de 1553 até a sua morte. Ela tentou resgatar o catolicismo matando
protestantes, o que lhe deu o apelido de Bloody Mary (Maria Sangrenta).
O famoso drink Bloody Mary (vodca e suco de tomate) é uma homenagem a
esse sombrio apelido.
[24] CHESTERTON, G. K., Ortodoxia... Op. cit. p. 27.
[25] Ibidem. p. 28.
[26] Ibidem. p. 29.
[27] Ibidem. p. 35.