domingo, 30 de agosto de 2026

Prefácio e Introdução ao livro intitulado Ortodoxia

 

Iniciei uma série de resumos do livro Ortodoxia, de 1908, cujo autor é Gilbert Keith Chesterton (1874-1936). Iniciei pelo Capítulo 3 da obra, intitulando o resumo como “Relativismo e determinismo em Chesterton e em mim”.[1] Nele apresentei a definição de ortodoxia e agora continuarei a partir do prefácio feito pelo próprio autor em uma única página.

Prefácio

O autor diz que Ortodoxia deve acompanhar seu outro livro intitulado Hereges,[2] publicado em 1905, porque neste último se limitou a criticar as filosofias correntes sem oferecer uma teoria alternativa.

Segundo Chesterton o livro é uma resposta às críticas e uma explicação de como ele chegou à Fé Cristã. Assim, o livro é organizado sobre o princípio positivo de um enigma e sua resposta.

Chesterton afirma que nos primeiros capítulos apresenta suas especulações solitárias e sinceras e, logo em seguida, como tais especulações foram satisfeitas pela Teologia Cristã o levando à percepção de que estava diante um credo realmente convincente.[3]

Introdução: Em defesa de tudo mais

O autor afirma que foi sugestionado a escrever Ortodoxia pelas críticas de George Slythe Street (1867-1936) ao dizer que ele não apresentou uma filosofia em Hereges. Porém, afirma que passou a acreditar em uma filosofia que Deus e a humanidade a fizeram e ela o fez.

Chesterton declara:

Precisamos enxergar no mundo uma combinação da ideia de espanto e da ideia do acolhimento. Precisamos ser felizes nesta terra de maravilhas sem nos instalar no mero conforto; e buscarei mostrar nestas páginas que esse é acima de tudo o triunfo do meu credo.[4]

O autor faz uma autocrítica depreciativa a si mesmo, aduzindo que tentou fundar a sua própria heresia. Mas, ao dar os últimos retoques ao livro descobriu que era a ortodoxia.[5]

Quando defendi a minha dissertação de mestrado, ouvi duras críticas da banca examinadora. Num dado momento afirmei não reler o que escrevo. Isso parece com o que Chesterton afirma: “Escrevi o livro, e nada neste mundo me induziria a lê-lo”.[6]

Por fim, o autor alerta para o fato de que o livro não é um tratado eclesiástico e sim uma “forma desleixada de biografia”.



[1] MESQUITA JÚNIOR, Sidio Rosa de. Relativismo e determinismo em Chesterton e em mim. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/relativismo-e-determinismo-em.html>. Acesso em: 30.8.2026, às 0h31.

[2] CHESTERTON, G. K., Hereges. Campinas: Elesiae, 2010.

[3] CHESTERTON, G. K., Ordoxia. 2. ed. Campinas: CEDET, 2018. p. 7.

[4] Ibidem. p. 11.

[5] Ibidem. p. 13.

[6] Ibidem. p. 14.

Nenhum comentário: