Iniciei
uma série de resumos do livro Ortodoxia, de 1908, cujo autor é Gilbert Keith
Chesterton (1874-1936). Iniciei pelo Capítulo 3 da obra, intitulando o resumo
como “Relativismo e determinismo em Chesterton e em mim”.[1] Nele apresentei a
definição de ortodoxia e agora continuarei a partir do prefácio feito pelo
próprio autor em uma única página.
Prefácio
O
autor diz que Ortodoxia deve acompanhar seu outro livro intitulado Hereges,[2] publicado em 1905, porque
neste último se limitou a criticar as filosofias correntes sem oferecer uma
teoria alternativa.
Segundo
Chesterton o livro é uma resposta às críticas e uma explicação de como ele
chegou à Fé Cristã. Assim, o livro é organizado sobre o princípio positivo de
um enigma e sua resposta.
Chesterton
afirma que nos primeiros capítulos apresenta suas especulações solitárias e
sinceras e, logo em seguida, como tais especulações foram satisfeitas pela
Teologia Cristã o levando à percepção de que estava diante um credo realmente
convincente.[3]
Introdução:
Em defesa de tudo mais
O
autor afirma que foi sugestionado a escrever Ortodoxia pelas críticas de George
Slythe Street (1867-1936) ao dizer que ele não apresentou uma filosofia em
Hereges. Porém, afirma que passou a acreditar em uma filosofia que Deus e a
humanidade a fizeram e ela o fez.
Chesterton
declara:
Precisamos enxergar
no mundo uma combinação da ideia de espanto e da ideia do acolhimento.
Precisamos ser felizes nesta terra de maravilhas sem nos instalar no mero
conforto; e buscarei mostrar nestas páginas que esse é acima de tudo o triunfo
do meu credo.[4]
O
autor faz uma autocrítica depreciativa a si mesmo, aduzindo que tentou fundar a
sua própria heresia. Mas, ao dar os últimos retoques ao livro descobriu que era
a ortodoxia.[5]
Quando
defendi a minha dissertação de mestrado, ouvi duras críticas da banca
examinadora. Num dado momento afirmei não reler o que escrevo. Isso parece com
o que Chesterton afirma: “Escrevi o livro, e nada neste mundo me induziria a
lê-lo”.[6]
Por
fim, o autor alerta para o fato de que o livro não é um tratado eclesiástico e
sim uma “forma desleixada de biografia”.
[1] MESQUITA JÚNIOR, Sidio
Rosa de. Relativismo e determinismo em Chesterton e em mim. Disponível em: <https://sidiojunior.blogspot.com/2026/08/relativismo-e-determinismo-em.html>.
Acesso em: 30.8.2026, às 0h31.
[2] CHESTERTON, G. K., Hereges. Campinas: Elesiae, 2010.
[3] CHESTERTON, G. K., Ordoxia. 2. ed. Campinas: CEDET, 2018. p. 7.
[4] Ibidem. p. 11.
[5] Ibidem. p. 13.
[6] Ibidem. p. 14.
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