Resolvi
escrever este pequeno texto porque ontem tive um dia estressante. Recentemente
fui diagnosticado com câncer de próstata. Mas, para ter maior segurança sobre a
positividade do câncer e do tratamento adequado é necessário que eu me submeta
a uma “biópsia prostática com fusão de imagens”, um procedimento novo, menos
invasivo do que o tradicional transretal. No entanto, a ASSEFAZ, meu plano de
saúde, não consegue o autorizar.
Isso
me faz pensar: o capitalismo é um sistema econômico perverso.
Capitalismo,
em vernáculo, é um substantivo masculino que significa “sistema econômico
baseado na propriedade privada e na subordinação da mão de obra”.
Há
sempre uma oposição do termo ao socialismo, que, também, é um substantivo
masculino que significa “teoria social baseada na igualdade de trabalho e ao
lucro do trabalho; todos os bens produtivos (a terra, os edifícios, as
máquinas, as fábricas) devem passar ao domínio do inalienável da sociedade,
todos os privilégios devem ser abolidos para que se obtenha a mais completa igualdade
possível”.
O
comunismo é outro substantivo masculino que significa “doutrina que defende a
comunidade dos bens produzidos, abolindo a propriedade privada”. Devido à sua
proximidade com o substantivo socialismo, muitos os confundem.
Em
um mundo polarizado, entre esquerda e direita, é destacada a oposição entre a
meritocracia, própria do individualismo capitalismo, e o assistencialismo,
próprio da perspectiva igualitária do socialismo. Mas, tudo passa até mesmo
pela grande guerra momentânea, em expansão, iniciada por uma perspectiva
doentia de um Presidente estadunidense que – no fundo – parece pretender
atingir a China por intermédio de ataques aos grandes produtos de petróleo,
reforçando a ideia de que o capitalismo é perverso.
O
Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é um Advogado que tem
perfil político, tanto é que já foi Presidente da OAB-RJ e Deputado
Federal. Ele, certamente, sofre as pressões dos Médicos e hospitais para dificultarem
a inserção de novos procedimentos mais seguros e baratos e com menos sequelas.
Prejudiquem-se as pessoas, não o lucro.
Volto ao ponto inicial:
– Para me submeter ao exame menos gravoso, a fim de me tratar
de um câncer, devo me sujeitar aos custos que, no Distrito Federal, com
despesas parciais do plano de saúde, ao paciente demandam de R$ 3.550,00 a R$ 8.000,00.
Essa
é a perversidade do capitalismo!